top of page

GESTÃO HUMANIZANTE

7. DIAGRAMA REPRESENTATIVO DA EVOLUÇÃO

GESTÃO HUMANIZANTE.jpg

8. GESTÃO EGOCÊNTRICA TRADICIONAL

Trago aqui uma visão muito mais experiencial do que acadêmica para exemplificar e definir o que estou intitulando como Gestão Egocêntrica Tradicional. O texto no item 4 acima expõe de uma certa forma a trajetória do empobrecimento da relação entre o capital, o gestor e o trabalhador ao longo do tempo. Em 37 anos de atividade fui exposto a diversas formas de “incentivo” na busca de se obter os resultados almejados.

 

Tudo começa com o modelo e um plano de negócio elaborados em conformidade com o tamanho da ambição dos investidores. Muitos ingredientes integram esse caldeirão, mas para tornar algo muito complexo bem simples, o que acaba importando mesmo é a última linha, o bottom line no jargão estrangeiro, ou em outras palavras, o famoso ROI (retorno sobre o investimento). Se trouxermos essa lógica para a nossa vida particular, ficará fácil de entender: quando investimos nosso suado dinheirinho no banco, além da liquidez e da segurança procuramos a modalidade com maior rentabilidade, esse é o nosso ROI. A relação parece ser inversamente proporcional: maior a ganância, menor o respeito às necessidades subjacentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O lado esquerdo do DIAGRAMA 7 acima elenca a forma como uma Gestão Egocêntrica Tradicional galgada puramente no tecnicismo autoritário lida com os seus recursos e o que produz com essa visão depredadora. Olhando exclusivamente para os índices frios tradicionais do sistema de medição capitalista, expressos em números e percentuais financeiros podemos verificar o grande valor de mercado que uma organização enquadrada nesse modelo de gestão pode momentaneamente atingir, no entanto, inúmeros são os casos de escândalos e denúncias a respeito de ações que ferem todo o tipo de leis, normas e regramentos. Assédios de toda natureza, corrupção, destruição ambiental etc. Mais cedo ou mais tarde tudo vem à tona, a crise se estabelece e então a necessidade urgente de um choque cultural se apresenta de maneira ameaçadora. O caso do UBER (4) exemplifica bem o cenário desta argumentação.

 

Esses são casos extremos que servem para ilustrar de maneira pedagógica todo tipo de má conduta concentrada em um só empreendimento, porém, é preciso parar e observar internamente com um olhar pleno e autocrítico para identificar onde se está pecando. Em geral, o momento pode ser diverso para diferentes segmentos de negócios e tamanhos de organizações, um momento híbrido na curva de desenvolvimento. Pelo menos há um consenso de que como está não pode ficar, vide a demanda voltada para o enquadramento das empresas listadas em Bolsa de Valores na mentalidade ESG (Environment, Social and Governance), e isso já é um bom começo.

Entretanto, o caminho será longo e trabalhoso, não caberá mais tapar o sol com a peneira, até mesmo porque as novas gerações não estão dispostas a lidar com ambientes tóxicos sem qualidade de vida depredadores da natureza.

 

A espinha dorsal dessa Evolução Transformadora está na capacidade de desenvolvimento da organização através da expansão coordenada de sua consciência. A complexidade se dá pela constatação de que se trata de uma Pessoa Jurídica e não uma Pessoa Humana onde a consciência dessa constituição jurídica é a resultante da junção de várias consciências de diversas pessoas humanas. O ponto de partida do trabalho evolutivo é marcado pelo primeiro obstáculo imediatamente constatado: o desnivelamento consciencial de cada indivíduo parte integrante do todo. Outra dificuldade será identificada ao assumirmos ingenuamente que a totalidade será a soma de cada parte. Somos seres complexos e inconstantes, portanto o sucesso de qualquer programa de transformação dependerá de uma coluna de sustentação mais rígida contornada por ações baseadas na identificação de necessidades durante a jornada.

Gestão Destrutiva.jpg
bottom of page