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GESTÃO HUMANIZANTE

15. CONCLUSÃO

 

A caminhada evolutiva, partindo de algum estágio que se aproxime mais das características de uma Gestão Tradicional, nos termos propostos nesse trabalho, em direção a gestão batizada de Humanizante é um processo gradual e de certa forma complexo. Sua condução exitosa dependerá visceralmente do grau de abertura mental da organização onde a iniciativa será aplicada, principalmente no que se refere aos humanos em posições estratégicas.

Fundamental será a compreensão quanto a responsabilidade de todos, sem exceção, do topo à base evitando assim o “nós e eles”. Todos são parte do mesmo problema assim como todos serão parte da solução. Por se tratar de uma elaboração sob medida, precisa ser construída em colaboração considerando que todos, em maior ou menor escala, deixarão sua contribuição.

As evidências escancaradas nas estatísticas alarmantes de adoecimento mental e suicídio trazem à luz um problema que grita por ações imediatas. Nunca falamos tanto em saúde mental como hoje em dia. Grandes corporações saíram na frente em matéria de implementação de verdadeiras estruturas de amparo para este mal junto aos seus colaboradores, porém, além da grande maioria das pessoas não gozarem do privilégio de trabalharem para as gigantes, as iniciativas de remediação são na verdade ações que tapam os furos de vazamento em um sistema hidráulico todo enferrujado.

Não adianta continuar remendando na ponta o que sistematicamente se deteriora ao longo do caminho. Me parece claro que uma ação ampla e robusta precisa imediatamente ser posta em prática.

A quarta revolução industrial está em curso e de vento em popa, no entanto, esta negligencia totalmente as necessidades humanas e empurra para o topo das prioridades o desenvolvimento tecnológico. Está na hora de iniciarmos o que talvez seja a quinta revolução. Uma revolução Humanizante, uma ação conjunta que faz o caminho de volta até o ponto onde tudo começa: O SER HUMANO.

 

16. REFERÊNCIAS:

(1) Havard Business Review, artigo Beyond Burned Out by Jennifer Moss (February 10, 2021)

(2) https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/morrer-de-trabalhar-sofrimento-e-suicidio-no-mundo-do-trabalho/

(3) https://vocesa.abril.com.br/carreira/saude-mental-no-trabalho-um-guia-para-empresas/

(4) https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/07/11/uber-uma-historia-repleta-de-escandalos.ghtml

(5) https://www.lnmc.com.br/post/consciência-da-consciência-para-uma-vida-plena

(6) Psychological safety and learning behavior in teams; https://www.researchgate.net/publication/313250589_Psychological_safety_and_learning_behavior_in_teams

(7) Jovens, Greg; Grant, Danielle; Cavaleiros, João. Liderando Além do Ego (pág. 146).

(8) https://institutoclq.org.br/noticia/conheca-a-teoria-da-piramide-de-aprendizagem-de-william-glasser/

(9) Livro Primal Leadership, autores: Daniel Goleman, Richard Boyatzis e Annie McKee

(10) https://posdigital.pucpr.br/blog/inteligencia-espiritual#a-conceito

(11)https://alubrat.org.br/a-abordagem-integrativa-transpessoal-parte-1/

(12) Livro: The Mindful Workplace, Michael Chaskalson

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