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  • Laudio Nogues

A Guerra dos Sexos

Atualizado: 10 de Nov de 2019

Texto inspirado no artigo escrito por Sydney Finkelstein no BBC Capital Column

"Existe uma série de CEOs que se viram em maus lençóis por conta do seu egocentrismo, arrogância e excessiva autoconfiança."


Tive inúmeras oportunidades de encontrar figuras em trajetórias meteóricas dentro de organizações que possuíam traços de personalidade bem vívidos e similares. São seres que certamente aprenderam, possivelmente através de observação, a liberar seus mais arraigados instintos de sobrevivência e ambição na mesma proporção em que eram observados e valorizados por isso.


Em geral, o código de liderança nas empresas ainda se baseia na personificação de quem está no comando, ao mesmo tempo que líderes são admitidos ou promovidos para resolverem ou enfrentarem problemas. Esta combinação é a fórmula ideal para valorização dos então chamados "Machos Alfa" - profissionais com alto nível de comando que possuem respostas para todas as dúvidas ao redor, dotados de elevadíssimo teor de autoconfiança, o que invariavelmente lhes garante uma perceptível dose de arrogância.


Diante da série de características do perfil, gostaria de ressaltar aquela que vem encontrar a argumentação do artigo inspirador desta reflexão. A constatação de que são sempre do sexo masculino e que sistematicamente dizem sim a qualquer oportunidade que represente ascensão, mais status, mais dinheiro e mais prestígio. O artigo do Professor Cientista Finkelstein ressalta a comprovada diferença de comportamento entre homens e mulheres diante da proposta de um novo desafio.


Em geral, os homens assumem mais riscos, fazem mais barulho, pedem mais dinheiro e sentem-se muito à vontade quando pensam que estão onde estão por merecimento próprio. Algumas vezes pecam por tanta excentricidade e, com a mesma rapidez que são um dia considerados os "white nights" ou "reis da cocada preta", são conduzidos à porta número 1 para explicar o caos instaurado nos limites abaixo de sua responsabilidade.


Por outro lado, as mulheres possuem conduta mais prudente e cautelosa, via de regra.


Avaliam com mais propriedade os requisitos necessários diante de suas limitações e respondem, de certa forma, com mais assertividade à tentadora possibilidade. Há que se ressaltar o lado B deste perfil - quando puxado ao extremo na escala, cruza fronteiras limitadoras do medo e do conservadorismo.


Diante deste antagonismo e dos riscos que a proximidade dos extremos oferece, concluo que há uma vantagem evidente creditada a elas em relação ao jeito mais contemporâneo de liderar.


Elas estão mais próximas de uma abordagem Coach onde a audição é um sentido praticado de forma genuína, onde o coletivo é valorizado e não desperdiçado, onde ideias são compartilhadas e valorizadas e onde a comunicação é um bem precioso.


Podemos considerar também que estão mais alinhadas às propostas de liderança com habilidades de mindfulness, comportando-se com mais empatia e utilizando a escuta ativa.


Como arremate final e parafraseando Pepeu Gomes na afirmação de que somos todos masculinos e femininos, deixo aqui o meu conselho aos bem-sucedidos líderes Homens com H maiúsculo: LIBEREM SUA FEMINILIDADE!

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