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  • Laudio Nogues

A Régua dos Extremos

Atualizado: 10 de Nov de 2019

Todos nós aprendemos ou já escutamos a frase "tudo que é demais enjoa" ou "a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata é a dose". Por outro lado, é fato também que o que é de menos é sem graça, fica de lado, passa e ninguém sequer nota. Pois bem, aprendemos também que o equilíbrio é, na maioria das vezes, o ponto ideal.

OK, não podemos ignorar a máxima que diz "situações extremas, atitudes extremas".


A questão é ter o discernimento de identificar estas situações, pois são indiscutivelmente exceção à regra. A normalidade se estabelece em torno de situações diárias em que o exercício do equilíbrio é o que há de mais sensato. A teoria dos extremos apresenta uma régua onde as extremidades convergem para o centro com valores decrescentes. O grau 1 é o ponto de equilíbrio e o valor desejado. A aplicação desta teoria pode ser de extrema valia para a nossa evolução como profissionais e como seres humanos.


Devemos fazer uma reflexão sobre nossas crenças, valores, personalidade e atitudes padrão para nos posicionarmos na régua dos extremos. Existe uma afirmação que diz: "pessoas não mudam nunca". Verdade, mas não mudam porque não querem ou não possuem estrutura emocional para passar pelas fases da mudança em direção ao equilíbrio. Preferem conviver com as perdas que os extremos proporcionam culpando os outros, a falta de sorte ou a fatalidade na maioria das vezes.


Todos temos recursos para promover mudanças e evoluir, basta ter coragem para enfrentar o desconforto. Vamos supor que de um lado esteja a constatação de que "sou tímido demais" ou "sou distraído demais" ou "sou mesmo agressivo demais" - todas essas situações extremas provocam, sem sombra de dúvidas, perdas com o tempo. Ao passo que evidências como: "tenho muito pouca disposição para correr riscos" ou "me entrego muito pouco às coisas que tenho que fazer" ou mesmo "tenho um perfil muito pouco agressivo para o empreendedorismo", também trazem prejuízos.


O processo então é focar no problema e perguntar a si mesmo: eu realmente quero fazer alguma coisa a respeito? Se a resposta for afirmativa, buscar os caminhos e recursos necessários para promover a mudança, mas com a consciência de que o processo é trabalhoso.


O processo de mudança comportamental começa com a PERDA, que provoca a CONSCIENTIZAÇÃO da necessidade da mudança, que gera o TRABALHO ou ação, que resulta em um DESCONFORTO momentâneo e que, por fim, será revertido em GANHO.


Durante o processo, logo sentimos a necessidade de evoluir mais um degrau e assim por diante, percebendo a característica contínua do processo.



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