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  • Laudio Nogues

Criando a Vida por Design Thinking


O processo de criação sempre foi uma coisa intrigante para mim, ainda mais com formação na área contábil onde a criatividade não é definitivamente, o maior requisito. No entanto, sempre me senti impelido a pensar fora dos limites preestabelecidos. Talvez seja essa a razão por não ter tido uma grande paixão pelo exercício da profissão. Felizmente para mim e para a classe, passei dignamente pela fase mais técnica e voei além dos seus limites.


Nessa trajetória fui me deparando com duas outras possibilidades de habilidades as quais me chamavam muito a atenção: pessoas e inovação. Resolver problemas através de pensamentos criativos, elaborar soluções para demandas mais complexas através do empilhamento coletivo de ideias com diversas fontes e origens.


Foi quando então me deparei com o Design Thinking (DT), conjunto de competências e habilidades oriundas no design (produto) transformadas em uma forma de pensar capaz de compreender problemas de qualquer natureza, de maneira mais focada na pessoa humana do usuário e criar soluções mais assertivas com custo tipicamente menor do que quando produzidas em processos convencionais.


O DT é sustentado por 3 robustos pilares: Empatia, Colaboração e Experimentação. É uma jornada de trilha inusitada na direção do entendimento do problema, redefinição para um escopo bem mais focado, ampliação do campo das ideias através da inteligência coletiva, prototipagem em construção criativa e possíveis iterações.


Um dos segredos é que o usuário final seja ouvido e participante durante todas as fases. Outro grande segredo é o desapego pelas ideias. No DT, ideias não têm proprietários são como água em abundância jorrando da nascente e funcionam dentro do processo de tentativa e erro. Por essa razão a prototipagem tem que ser feita de materiais comuns de baixo custo porém, precisam traduzir o sentido do que foi idealizado.


Os participantes de um grupo de criação baseado no DT são incentivados a terem várias ideias. Quanto mais ideias, mais provável que se tenha melhores soluções. É como ir abrindo as camadas de uma cebola, uma a uma, até encontrar o talo central das melhores ideias. Portanto, nenhuma ideia será repreendida. Na verdade, as absurdas são bem vindas porque podem ser a ponte para as ideias mais criativas.


A fase de seleção do grupo de ideias que comporão a solução vem da capacidade de agrupá-las criativamente em clusters sem perder o foco do ponto central do problema a ser resolvido. Daí então surge a mágica. No exercício da desafiadora montagem criativa dos protótipos, isto é, sem uma definição e descrição detalhada dos passos a seguir, a coisa começa a ganhar forma de maneira intuitiva. Neste ponto, pode ser que ainda não tenhamos a solução definitiva, mas o passo mais difícil na direção dela foi dado.


Daí em diante será exposição, feedback e iteração para correção de desvios. Desta forma, consegue-se um resultado muito mais preciso e humanizado tendo em vista que sempre começamos entendendo os aspectos humanos do problema.


O DT não é um método ou uma ferramenta, é uma forma de pensar a vida, um modelo mental aplicável de maneira formal ou até mesmo informal.


Que tal poder planejar a vida como um design thinker? Essa capacidade passa a ser atributo básico para encarar as mudanças disruptivas da era moderna.


Espero que você faça uma boa reflexão sobre o assunto e se quiser, mande seus insights para mim. Retornarei com meus comentários.

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