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  • Laudio Nogues

Na idade dele eu ...

Pense em um jovem na faixa de 18 a 30 anos. Identifique seus hábitos, sua maneira de pensar e principalmente em como ele conduz a sua vida profissional. Agora leia a frase a seguir e complete os 3 pontinhos com 3 coisas que você já, provavelmente, proferiu enquanto se comparava com ele. "Na idade dele eu...". Pois bem, pegue essas 3 coisas e ponha na sua cartilha do que NÃO EXIGIR dos membros da sua equipe quando estiver exercendo a missão de líder. O maior erro é querer que as novas gerações de colaboradores (eu disse colaboradores) se enquadrem e tenham os mesmos interesses, estímulos e atitudes que aqueles posicionados nos estágios acima da pirâmide. Veja abaixo a representação do modelo de gestão hierarquizada, setorizada e autocrática:



Neste modelo a regra implícita era bem definida e praticada com muito vigor, formatando assim o molde de conduta que era replicado através dos tempos. A política do...

O conflito entre gerações sempre foi um difícil desafio em vários aspectos, incluindo o convívio profissional. Assim como em diversos aspectos da modernidade, essa diferença está cada vez mais abismal. Isso deve-se a dois fenômenos: o avanço da tecnologia em velocidade exponencial e a transferência do poder que ela vem promovendo na direção contrária do modelo hierárquico convencional. A intimidação dos mais experientes sobre os novatos, baseada na arma do saber, vem sorrateira e rapidamente cedendo espaço para a força do novo e da experimentação - processos ágeis.

Esse movimento vem causando uma fissura progressiva nos pilares de sustentação da lógica de quem manda e de quem obedece. Antes o conhecimento aliado ao capital eram as credenciais que legitimavam qualquer tipo de gestão. Hoje e, cada vez mais, a inovação e o poder de produção criativa vêm gradativamente assumindo o papel de distribuidor das cartas. Na realidade é o jovem que vem a frente dessa revolução. Sim, exatamente aquele criticado por transgredir as regras vigentes há tantos anos. Mas então, por que eu, vivido, experiente, sabido e endinheirado devo ceder a esse bando de fedelhos? A resposta está na preservação do poder e até mesmo da sobrevivência. É preciso mudar e agir de forma a atrair e reter os novos talentos. Isso inclui repaginar seu estilo de liderança e preparar o terreno para fazer do seu local de trabalho uma área fértil e dar asas à imaginação. Aqui vão algumas dicas: · Crie a inspiração através de objetivos claros e desafiadores

· Faça um constante alinhamento estratégico

· Forneça e peça feedback // feedforward frequentemente

· Não cobre horas, estabeleça metas

· Seja flexível com a aparência pessoal

· Desapegue-se da exigência da formação acadêmica clássica

· Promova participação através da colaboração

· Preocupe-se com a qualidade de vida de seus colaboradores

· Remunere por mérito. Esqueça tempo e pedigree (Quem Indicou)

· Celebre conquistas e promova muita integração

Pois é, não tem jeito. A mudança tem que partir de você e não o contrário. Quanto mais cedo perceber isso, mais rápido começará a praticar seus novos hábitos e competências. Esteja à frente do tsunami da obsolescência - ele está cada vez mais destruidor e veloz. Fico a disposição para elaborar mais sobre o assunto e, quem sabe, trabalharmos juntos.

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