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  • Laudio Nogues

Qual é a sua válvula de escape?


É impressionante a quantidade de vezes que reagimos aos efeitos das reações físicas diante dos estímulos externos através dos 5 sentidos (visão, audição, olfato ou tato). Ou até mesmo impulsos internos através da memória de coisas que surgem do nosso subconsciente.


O processo acontece muito rápido e funciona da seguinte forma:




Percepção do estímulo >> reações bioquímicas >> racionalização >> reação


Em fases da vida em que estamos por períodos mais longos sob pressão, o nível de estresse sobe causando constantes desconforto provocados pelas reações corporais. O efeito cumulativo desse estado nos transforma em pura nitroglicerina prestes a entrar em ação. Os danos são muitos, tanto para quem nos rodeia quanto para nós mesmos.

O sofrimento é constante e doloroso. Aí então cabe a pergunta:


Qual é sua válvula de escape?


A resposta originada na camada mais superficial de nossa capacidade de gerar soluções para os problemas é: xingar e culpar terceiros, abandonar o barco, tirar férias, fumar, beber e etc. Porém, se temos um objetivo e estamos convencidos que precisamos superar as dificuldades para atingi-lo, precisamos pensar de uma forma mais holística para a questão.


O nosso bem estar está atrelado ao zelo permanente de quatro áreas da nossa existência: Plano Físico, Plano Intelectual, Plano Emocional e Plano Espiritual.


Veja abaixo breve definição:

Físico: diz respeito ao melhor funcionamento de seu corpo em processo constante de envelhecimento. É preciso cuidar tanto da manutenção preventiva quanto da corretiva da máquina.

Intelectual: diz respeito ao aprendizado constante. Nosso cérebro é ávido por novos conteúdos. Alimentar a construção infinita dos saberes é essencial.

Emocional: diz respeito a se conhecer intimamente, cada possível reação ou resposta que nasce das camadas mais profundas do nosso emocional. Identificar padrões.

Espiritual: diz respeito a valores, ética, formato de vida em sociedade, respeito, reconhecimento de sua força energética e estar em conexão com o bem coletivo. Vale ressaltar que não estou me referindo a religiões. Cada um precisa identificar o seu melhor caminho.


Se esta é uma verdade, qual seria a sua melhor resposta para a pergunta original?


Segue algumas sugestões:

  • Exercício físico regular, de preferência com orientação profissional

  • Exames médicos periódicos

  • Dieta saudável com moderados desvios em momentos seletivos. Ninguém é de ferro né?

  • Identificação de áreas de interesse para estudos, leituras, debates

  • Fazer cursos, participar de fóruns, formar e expressar sua opinião

  • Programas de autoconhecimento com orientação profissional

  • Prática regular de meditação em atenção plena para o cultivo da presença e possibilitar o aprofundamento do autoconhecimento

  • Se for o caso, buscar terapias que sejam sérias e recomendadas

  • Conhecer e mapear seus valores e conectar suas ações a estes valores

  • Engajamento em ações que tragam benefícios ao próximo, a comunidades agindo com equanimidade diante dos assédios culturais em que vivemos


Essa lista não se esgota aqui e precisa ser desdobrada em ações mais específicas embasada nas preferências de cada um. Fica o convite para que você faça esse desdobramento.


Como se vê, não há fórmula mágica. As oportunidades de desequilíbrio são constantes e diárias. É preciso contar com essa realidade e cultivar habitualmente formas de receber e responder às oscilações de tensão.


Não vamos deixar para consertar o telhado em dia de chuva né?

Se quiser me passar a sua lista de válvulas de escape, ficarei feliz em comentá-la.

Um forte abraço e mãos à obra.

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