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  • Laudio Nogues

Sempre Não é Todo Dia

Atualizado: 10 de Nov de 2019

Sábia expressão colhida da canção de mesmo nome de Oswaldo Montenegro que diz: “Princesa eu sei que sou para sempre, mas SEMPRE NÃO É TODO DIA”.


Tem um período mágico da nossa história de ascensão profissional em que assumimos o posto daquele considerado como a “Noite Clara” ou “White Night”, conforme dizia um grande chefe inglês que tive. Aquele em que a maioria das pessoas aposta todas as suas fichas. Todos os olhares se voltam para a nossa direção. Os astros parecem se alinhar na órbita correta e então, bum! Nos tornamos os poderosos príncipes ou princesas da Corte.


A convivência diária com esta responsabilidade tem duas faces: os momentos gloriosos dos holofotes e da exposição e o hard work dos bastidores. É imprescindível que tenhamos plena consciência de que a longevidade do principado dependerá diretamente da habilidade de migrarmos de um lado para o outro naturalmente. Outra dolorosa certeza é de que não venceremos todas.


Sendo assim, precisamos ser estratégicos para desfrutarmos as vitórias e absorvermos as derrotas com a alma limpa e a mente serena. Assim, teremos o equilíbrio ideal para extrair o melhor de nossas falhas: as lições. “Tudo é questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”, já dizia o grande mantra propagado por Walter Franco.


O grande desafio então é estar seguro o suficiente a respeito do quão valioso nós somos para sermos capazes de encarar as críticas e, pior, as indiferenças, sem perder o frescor do entusiasmo ou o desejo do recomeço. “As pessoas apresentam em público aquilo que elas treinam, incansavelmente, de maneira solitária ou reservada”.


Pense em um atleta que sobe no posto máximo do pódio. Todos estão lá aplaudindo, exaltando o seu nome, mas somente ele sabe quanta dor e sacrifício teve que enfrentar para chegar lá.


Enfim, a verdade é que, na maior parte do tempo, temos que assumir nosso papel de plebeus trabalhadores para que possamos usufruir da nossa condição eventual de príncipes ou princesas. Temos que saber conviver com os momentos de baixa, sem abatimento, vergonha ou culpa. Sermos resilientes, balanceando a humildade do aprendizado com a determinação do autoconhecimento e da capacidade.


Trilhar esta jornada conscientes que seremos sempre ovacionados como vencedores mas, SEMPRE NÃO É TODO DIA.

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